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Câncer colorretal: Sul concentra 75% das mortes no Brasil

O alerta é de um novo estudo do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e parceiros internacionais, com dados preocupantes para a região Sul

Éder Luiz

Éder Luiz

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O número de mortes por câncer colorretal no Brasil deve quase triplicar entre 2026 e 2030, saltando para 127 mil vítimas. O alerta é de um novo estudo do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e parceiros internacionais, que aponta as regiões Sul e Sudeste como cenário de 75% desses óbitos. O aumento fatal é impulsionado pelo envelhecimento da população, mas também por um estilo de vida prejudicial: o alto consumo de alimentos ultraprocessados e a falta de exercícios físicos.

Para os catarinenses e demais moradores da região Sul, os dados exigem atenção redobrada. As duas regiões mais ricas do país concentram a esmagadora maioria das mortes não apenas por terem uma população mais velha, mas porque os maus hábitos alimentares já estão consolidados na rotina dessas famílias há mais tempo. O sedentarismo e a má alimentação estão atingindo a população desde a infância, o que tem provocado um salto assustador da doença também em adultos jovens.

Diagnóstico precoce salva vidas!

Além da prevenção pelo estilo de vida, o grande gargalo da doença está no diagnóstico. Atualmente, 65% dos casos no Brasil são descobertos em estágios avançados, o que reduz drasticamente as chances de cura. Como esse tipo de tumor não costuma apresentar sintomas na fase inicial, a detecção precoce depende diretamente do acesso rápido a exames preventivos, algo que os pesquisadores apontam como falho ou desigual no sistema de saúde.

O impacto dessa mortalidade vai além da perda irreparável para as famílias. O câncer colorretal, que já é o segundo mais comum e o terceiro mais letal no país, retira em média 21 anos de vida das mulheres e 18 anos dos homens atingidos. Financeiramente, estima-se que as mortes pela doença gerem uma perda de produtividade na casa dos bilhões de dólares até o final da década.

Para reverter essa tendência, os especialistas são taxativos: é urgente a criação de políticas públicas focadas em promover a alimentação saudável, reduzir o consumo de produtos industrializados e implantar programas estruturados de exames preventivos para a população, rastreando a doença antes mesmo que os primeiros sinais apareçam.

Para saber mais!

No mês de março entidades médicas se unem para realizar o “Março Azul Marinho”, um mês dedicado a prevenção do câncer colorretal. Este foi o assunto do nosso podcast com os Drs. Abel Quaresma e Roberto Zilio, que você pode assistir abaixo.

 


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